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Menina consegue ressuscitar o pai vítima de paragem cardíaca


Uma menina britânica de 11 anos conseguiu ressuscitar o seu pai após este sofrer uma paragem cardíaca em casa.

Para realizar o feito, ocorrido a 18 de Junho, a pequena Maria Rowe colocou em prática o que aprendeu nas aulas no Redruth Badger Sett nos últimos quatro anos, um programa de ensino de práticas de primeiros socorros do serviço médico local destinado a crianças.
Quando percebeu que o seu pai estava a sofrer uma paragem cardíaca, Maria ligou para o 999 (número de emergência médica local) e, instruída pelo telefone por um paramédico, executou um conjunto de procedimentos conhecido como ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
No terceiro ciclo da reanimação, John Rowe, de 64 anos, voltou a respirar, antes da chegada da ambulância.
Ele foi hospitalizado no hospital Royal Cornwall, no sudoeste de Inglaterra, e está bem de saúde. Lá, os médicos constataram que o pai da menina havia sofrido uma paragem cardíaca.
A mãe de Maria, Saras, disse: «O que Maria fez foi absolutamente incrível. Ela ficou calma e manteve o controlo da situação todo o tempo. Eu nem sei o que faria num momento desses».
«Eu e John estamos muitos orgulhosos do que Maria fez e estaremos eternamente gratos pela aprendizagem de primeiros socorros que ela recebeu», acrescentou a mãe.
Dave Christophers, um dos responsáveis pelo programa, afirmou: «Não acho que Maria perceba a importância do que fez». «Ela foi calmamente para a escola na manhã seguinte como se nada tivesse acontecido», acrescentou.

Suporte básico de vida é menosprezado


O suporte básico de vida é menosprezado pelos cidadãos porque têm medo de não saber reagir, acabando, muitas vezes, por nem ajuda conseguir pedir, avançou hoje à Lusa a gestora do projeto "Salvar Vidas", Anabela Moreira.
A responsável adiantou, em Chaves, que 60 a 80 por cento das paragens cardíacas ocorrem em casa, fora do ambiente hospitalar, pelo que é "extremamente" importante que as pessoas estejam atentas e preparadas para atuar numa situação de emergência.
O projeto "Salvar Vidas" é da responsabilidade do Conselho Português de Ressuscitação (CPR), que tem por objetivo levar à sociedade civil, através da realização de uma exposição itinerante pelo país, o conhecimento e as boas práticas sobre reanimação.
A iniciativa integra cerca de 500 profissionais de saúde, em regime de voluntariado.
Anabela Moreira frisou que é importante promover, em Portugal, a cultura de suporte básico de vida, porque este está menosprezado e deve ser um dever de cidadania.
"Qualquer pessoa, desde que tenha uma formação básica, pode fazer manobras de reanimação, funcionar como elo da cadeia de sobrevivência e salvar vidas", explicou, exemplificando com uma criança muito pequena, que não pode fazer manobras de reanimação, mas pode pedir ajuda.
O suporte básico de vida engloba a chamada para o 112, a avalização do estado de consciência da vítima, a realização de 30 compressões torácicas e duas ventilações.
As pessoas, na opinião da gestora do projeto, têm a ideia generalizada que o socorro deve ser prestado apenas pela classe médica e paramédica, mas é uma ideia "errada".
Anabela Moreira salientou ainda que os maiores receios dos cidadãos é verem uma pessoa inanimada porque não sabem como reagir e ficam, de tal modo em pânico, que nem conseguem ligar para o 112.
Por isso, disse, o que se pretende é descomprimir as pessoas para que saibam agir em situações de emergência.
Um dos voluntários do projeto, técnico de ambulância de emergência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Paulo Gonçalves, insistiu que "qualquer" pessoa está habilitada, pelo dever cívico, a fazer suporte básico de vida desde que tenha noções "muito simples".
O gesto de salvar vidas, referiu, começa no pedido de ajuda, ou seja, na chamada para o número de emergência médica 112.
A maior dificuldade é tocar na vítima, pelo que "a ideia do projeto é que as pessoas percebam que a responsabilidade de salvar vidas não é só dos médicos, enfermeiros ou técnicos de ambulância, mas sim de todos", afirmou.
O projeto "Salvar Vidas" vai continuar a percorrer o país até ao final do mês de novembro, altura em que estima ter formado cinco mil novos reanimadores.


Suporte Básico de Vida


Link para o ERC que tem as várias Guidelines para Reanimação. Como este blog tem como principais destinatários o publico em geral, não se irá dar ênfase aos protocolos de "Advanced Life Support" e "Paediatric Life Support". http://www.erc.edu/

Guidelines ERC 2010 em português traduzidos pelo Conselho Português de Ressuscitação.http://www.cpressuscitacao.pt/files/2/documentos/20101025153119640078.pdf






Diabetes Mellitus - Alterações de Glicémia





Ao nível de açúcar no sangue dá-se o nome de Glicémia.

Hiperglicémia: resulta habitualmente da insuficiente quantidade de insulina no organismo produzida pelo pâncreas. Dizemos que estamos perante uma Hiperglicémia quando avaliamos uma glicémia capilar superior a 200mg/dl. A sua instalação é normalmente lenta e progressiva.

Hipoglicémia: resulta da baixa acentuada do nível de açúcar no sangue. Considera-se que estamos perante uma hipoglicémia quando o valor avaliado é abaixo dos 50mg/dl. A sua evolução é normalmente rápida e súbita.




               

· Naúseas e Vómitos;

· Fraqueza muscular e tonturas;

· Pele avermelhada e seca;

· Sensação de sede;

· Hálito cetónico, adocicado ou a maçã verde;

· Aumento da frequência ventilatória;

· Sonolência;

· Confusão mental;

· Desorientação que poderá evoluir para a inconsciência (coma hiperglicémico).





 


· Manter a vigilância dos sinais vitais e evolução do estado de consciência e em caso de dúvidas, contacte o 112.

     




· Ansiedade, irritabilidade e mesmo agitação;

· Fraqueza muscular;

· Sensação de fome;

· Pulso rápido e fraco;

· Pele pálida, húmida e sudorese;

· Tonturas, náuseas e dor abdominal;

· Tremores ou convulsões;

· Desorientação, confusão mental, perda de consciência (coma hipoglicémico).






· Manter uma atitude calma e segura;

· Determinar a glicémia capilar;

· Se a glicémia for inferior a 50mg/dl, deve:

o Vítima consciente: administrar água com açúcar em pequenas quantidades mas frequentes;

o Vítima inconsciente: PLS e administrar papa açucarada nas mucosas da face (bochecha).

  

Nota: O açúcar é de absorção rápida, pelo que após uma eventual melhoria, caso a vítima esteja consciente, deve ingerir hidratos de carbono como por exemplo pão. Dessa forma, com o açúcar previamente ingerido, a glicémia será mantida.