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DGS - Formação em Primeiros Socorros

O serviço de Saúde do Trabalho ou de Saúde Ocupacional (ST/SO), independente da sua modalidade de serviço (interno, comum ou externo), deve integrar os primeiros socorros nos objetivos de funcionamento do serviço (alínea b, do Artigo 97º da Lei n.º 102/2009, de 10 de Setembro) e promover o desenvolvimento das condições técnicas necessárias para a aplicação das medidas de prevenção nesta matéria (n.º 9 do Artigo 15º idem).
No âmbito da Saúde Ocupacional, e para efeitos da presente Informação Técnica, considera-se “primeiros socorros” o atendimento de emergência prestado no local de trabalho em situação de lesão ou de doença súbita (OSHA, 2006) que ocorre antes de chegar o atendimento especializado de emergência, visando evitar/minimizar o agravamento do estado de saúde do trabalhador e/ou assegurar as suas funções vitais. Este conceito engloba os procedimentos primários e simples aplicados numa situação de emergência, e integra o processo de acionamento do pedido de socorro, comunicação e encaminhamento das situações de maior gravidade para atendimento especializado por profissionais de saúde.



GESTO SEGURO - Formação, Gestão e Consultoria, Lda



Caros amigos, tenho o prazer de anunciar a criação formal da "GESTO SEGURO - Formação, Gestão e Consultoria, Lda. A GESTO SEGURO é uma empresa vocacionada para a formação profissional, gestão, consultoria e cuidados de saúde.

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GNR vai ter viaturas de patrulhamento equipadas com desfibrilhador




O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, considerou hoje "muito importante" que a GNR possua viaturas de patrulhamento equipadas com Desfibrilhador Automático Externo (DAE) e disse que o projecto vai ser alargado, gradualmente, a todo o país.
"A ideia é que seja alargado a outros comandos e a outros territórios do país. Vamos fazê-lo de forma gradual" porque "envolve a aquisição de algum equipamento, mas também a formação dos militares", prometeu o governante.
Miguel Macedo falava aos jornalistas na vila medieval de Monsaraz, no concelho alentejano de Reguengos de Monsaraz, depois de participar na cerimónia de apresentação da primeira viatura de patrulhamento da GNR equipada com um DAE.
Este projecto da GNR arranca no Alentejo, mais precisamente com esta primeira viatura pertencente ao posto territorial de Telheiro/Monsaraz, o que transforma esta localidade na primeira, a nível nacional, a dispor de um carro de patrulha com esta valência.
No âmbito da iniciativa, as normais viaturas de patrulhamento passam a estar equipadas com DAE e os militares a deterem formação específica e certificação na utilização do equipamento, para resposta a casos de emergência de paragem cardiorrespiratória (PCR).
O DAE é um dispositivo electrónico portátil que analisa o ritmo cardíaco em situações de PCR, aplicando nas situações indicadas um choque eléctrico ajustado que visa retomar um ciclo cardíaco normal e, assim, recuperar a vítima.
"É uma componente muito importante de proximidade, de apoio e diversifica a actividade da GNR, muito embora não a desvie da sua missão principal que é de segurança", elogiou o ministro.
A GNR "não vai andar à procura de quem precise" de ser assistido com recurso ao DAE, mas o equipamento, dada a proximidade da Guarda em relação à população, pode fazer a diferença, frisou.
"Muitas vezes, a GNR é a primeira entidade que chega junto de uma situação destas [com vítima em paragem cardiorrespiratória]. É bom que possa dispor de um equipamento que faz a diferença entre a vida e a morte", salientou.
Neste tipo de cenários, continuou, não possuir um DAE "pode significar a morte, porque só 3% das pessoas é que se salvam", enquanto, com um equipamento destes à mão, "há a possibilidade de 74% das pessoas sobreviverem".
"É uma enorme diferença", referiu Miguel Macedo, considerando "muito positivo" e "significativo" este projecto da GNR.
Questionado ainda pelos jornalistas sobre os dois militares do Destacamento de Trânsito de Torres Novas da GNR suspeitos de corrupção, o ministro da Administração Interna escusou-se a fazer qualquer declaração.
Para a Guarda, a primeira viatura com DAE hoje apresentada representa "uma enorme mais-valia no início do socorro a vítimas de paragem cardiorrespiratória, até chegada de ajuda diferenciada".
Depois de Monsaraz, a GNR prevê novas viaturas com este equipamento no posto territorial de Vendas Novas e no posto de trânsito de Estremoz.

Lusa/SOL - 21 de Março, 2014

Crianças das Caldas aprendem suporte básico de vida



Duas dezenas de enfermeiros das Caldas da Rainha uniram-se para, em regime de voluntariado, proporcionarem a 600 alunos do ensino básico ensinamentos sobre como prestar suporte básico de vida em casos de emergência.

A ideia partiu de Nuno Pedro, enfermeiro de emergência pré-hospitalar, que desafiou os colegas a iniciar um projecto que considera pioneiro em Portugal e que consiste em levar às escolas básicas da cidade das Caldas da Rainha uma formação em suporte básico de vida (SBV).

Vinte enfermeiros responderam ao repto e aderiram à iniciativa que, na quinta-feira, teve início na escola básica de Santo Onofre, onde 18 alunos do 4.º ano de escolaridade ouviram os ensinamentos das enfermeiras Ana Fragoso e Mafalda Vala.

“Imaginem que entravam na sala de aula e encontravam a professora deitada no chão”, desafiou a primeira, recebendo, mesmo antes de qualquer pergunta, a pronta resposta da turma: “chamávamos o 112”.


Resuscitation 2014 - The pathway to new Guidelines


Congresso do ERC - 15, 16 e 17 de Maio em Bilbao, Espanha
Pode ver mais detalhes: AQUI





INEM atendeu 1.2 milhões de chamadas de emergência em 2013

Os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM atenderam, no ano passado, 1.201.105 chamadas de emergência. Os CODU são centrais de emergência médica responsáveis pela medicalização do número 112, competindo-lhes avaliar os pedidos de socorro recebidos, com o objetivo de determinar os recursos necessários e adequados a cada ocorrência.

As chamadas efetuadas para o Número Europeu de Emergência - 112 são atendidas primeiramente pela Polícia de Segurança Pública, que encaminha para os CODU do INEM todas as situações que digam respeito a situações de urgência ou emergência médica. Assim, as 1.201.105 milhões de chamadas recebidas em 2013 significaram mais 50.998 chamadas atendidas do que em 2012.

Os números apresentados correspondem a pedidos de socorro efetuados para situações de assistência a vítimas de acidente ou doença súbita. O atendimento destas chamadas deu origem à ativação de 1.071.736 meios de emergência, entre os diversos tipos de ambulância (emergência médica, suporte imediato de vida, transporte inter-hospitalar pediátrico), motas de emergência, viaturas médicas de emergência e reanimação e helicópteros. O tipo de meio a enviar é selecionado de acordo com:

•       a situação clínica das vítimas, identificada por um algoritmo de triagem especifico
•       a proximidade do local da ocorrência
•       a acessibilidade ao local da ocorrência

O funcionamento dos CODU é assegurado, 24 horas por dia, por equipas de profissionais qualificados - médicos e técnicos - com formação específica para efetuar o atendimento, triagem, aconselhamento, seleção e envio de meios de socorro. O INEM apela, uma vez mais, à colaboração de todos os cidadãos, aconselhando que em caso de acidente ou doença súbita liguem sempre para o 112 e informem, de forma simples e clara:

•       A localização exata e, sempre que possível, com indicação de pontos de referência;
•       O número de telefone do qual está a ligar;
•       O tipo de situação (doença, acidente, parto, etc.);
•       O número, o sexo e a idade aparente das pessoas a necessitar de socorro;
•       As queixas principais e as alterações que observa;

As perguntas feitas pelos profissionais dos CODU são muito importantes para a atuação do INEM, pois visam determinar qual o tipo emergência e o meio de socorro mais adequado para dar resposta à situação em questão. Deste modo, facultar toda a informação que seja solicitada vai permitir uma assistência mais eficaz.


Lembre-se que os meios de emergência médica pré-hospitalar devem ser apenas utilizados em situações de emergência, ou seja, situações onde exista perigo de vida iminente. No caso de não ser necessário enviar uma ambulância ou qualquer outro meio de emergência, as chamadas serão então encaminhadas para a Linha de Saúde 24, que procederá ao aconselhamento adequado à situação.



112.pt


O 112.pt recebeu o Prémio 112 de Excelência, atribuído pela Associação do Número Europeu de Emergência.



Portal 112.pt com as ocorrências activas: AQUI




Algoritmo SBV/DAE



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Meios informáticos do INEM atrasam socorro


Os meios informáticos do INEM estão a atrasar o socorro de doentes urgentes. A TVI teve acesso a ordens escritas das médicas responsáveis pelas centrais 112. Os documentos falam de «atrasos inexplicáveis» e mesmo do risco de vítimas ficarem por atender e morrerem. 
Por causa das dúvidas sobre o software, é preciso confirmar sempre por telefone os procedimentos, o que atrasa o socorro.
Ambulâncias, carros médicos e helicópteros de emergência médica comunicam com as centrais 112 do INEM através de computador. O equipamento, chamado Mobile Clinic, devia permitir a transmissão rápida dos sintomas de risco dos doentes e indicar aos meios de emergência a rota mais rápida para chegar a ele, como um bom GPS. Mas está a acontecer o contrário. Os computadores bloqueiam, demoram tempo a reiniciar e, pior ainda: muitas vezes nem sequer recebem os alertas da central 112, induzindo em erro os operadores telefónicos emergência, que julgam ter activado ambulâncias que, afinal, não chegam a receber qualquer informação.
Uma Ordem de Serviço, emitida pela médica Regina Pimentel, directora regional do Centro do INEM, para os coordenadores e supervisores das centrais de emergência, em 28 de Novembro, prova a existência de graves atrasos no socorro por falha do equipamento Mobile Clinic:
«Meus caros: sempre que se acciona um meio pelo mobile, está escrito que deve ser confirmada a recepção do evento. Este procedimento não está a ser feito. Podem dizer-me que há muito trabalho, mas haverá muito mais se o evento não chegar onde deve, a ambulância não sair para o local, a vítima morrer, irmos todos a tribunal ou sermos postos nos disponíveis ou na rua com um processo. Todos sabem que o Mobile não está fiável ainda, os fluxos vieram trazer celeridade ao envio de meios e nós não temos a certeza que o meio foi! Não estamos afazer bem o nosso trabalho. Há atrasos no socorro inexplicáveis. Isto não é um conselho, porque esse já o dei há muito tempo. É UMA ORDEM E É PARA CUMPRIR a nível nacional».
A directora da Central de Doentes Urgentes de Lisboa reencaminhou de imediato a ordem de serviço para os operadores da maior central do país. Teresa Pinto, médica, acrescentou apenas: «Repito - é MESMO para cumprir».
O Mobile Clinic e o GPS Navigator foram adquiridos em 2007 e nos dois primeiros anos custou um milhão e trezentos mil euros. Mas foi colocado na prateleira precisamente devido à falta de qualidade. No relatório e contas de 2011, a administração do INEM explica que o equipamento foi colocado em testes mas que não era de todo fiável, tendo sido descontinuado.
No primeiro semestre de 2011, contudo, o INEM decidiu colocar o equipamento em todas as suas ambulâncias, carros médicos e helicópteros de emergência. O presidente, que não acedeu a um pedido de entrevista da TVI, garantiu então aos deputados que não tinham razões para se preocupar:
As ordens de serviço emitidas há dois meses pelas médicas com maior responsabilidade no INEM coincidem com a descrição feita à TVI por dezenas de operacionais de meios de emergência. O equipamento atrasa o socorro e ainda é encarado como um empecilho.
O pior é que o INEM já antes da sua instalação tinha um mau desempenho, como descrito pelo Tribunal de Contas numa auditoria de Dezembro de 2010:
«Nas chamadas de emergência associadas a risco imediato de vida, a capacidade de resposta dos meios do INEM é manifestamente insuficiente, quando comparada com os standards internacionais», lê-se.
Os juízes explicavam que no socorro a doentes em risco de vida, com acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos, dor e doença coronária súbita, em paragem ou com dificuldades respiratórias severas, ou com traumatismos graves, como as vítimas de acidentes, os padrões internacionais estabelecem em oito minutos para os meios de socorro chegarem a eles, ora em Portugal, o INEM só consegue fazê-lo em 20 por cento dos casos, apenas um em cada cinco doentes, contra 68 a 78 por cento dos ingleses.

Mala de Primeiros Socorros (contexto SHT)

Habitualmente existem muitas dúvidas relativamente à legislação existente para as malas de primeiros socorros em contexto de Segurança e Saúde no Trabalho.

Não existe qualquer legislação que especifique os materiais e quantidades que devem ter as malas de primeiros socorros. 
Para tentar responder a isso, a Direção Geral de Saúde publicou uma Informação Técnica de carácter não vinculativo.
Apesar de algum do material descrito não estar de acordo com as boas práticas actuais, segue a publicação integral dessa informação:

Informação Técnica Nº 1/2010

Conteúdo da mala/caixa/armário de primeiros socorros

De acordo com o Artigo 75.º da Lei n.º 102/2009 de 10 de Setembro, Regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho, é atribuído às empresas a responsabilidade da prestação de cuidados de primeiros socorros aos trabalhadores sinistrados, no entanto é omissa relativamente aos procedimentos a adoptar em situação de emergência. De igual modo, não existem referências em diplomas legais no que concerne ao tipo, à localização ou ao conteúdo da mala/caixa/armário de primeiros socorros.
Tendo em conta a enorme diversidade do tecido empresarial, tipos de actividade, condições de trabalho e características da população trabalhadora o modelo boa prática “pronto-a-vestir” não é desejável, sendo necessário optar por soluções adequadas e funcionais, de acordo com as situações em questão.
No entanto, e privilegiando sempre a flexibilidade, consideramos que devem existir alguns princípios base de orientação genérica:

1. Deverá, em primeiro lugar, competir sempre aos Serviços de ST/SO das
empresas a decisão sobre o conteúdo da mala/caixa/armário de primeiros
socorros, bem como o seu número e respectiva localização. Neste contexto,
deverão ser equacionados critérios relativos ao número de trabalhadores,
dispersão dos trabalhadores, área da empresa, tipo de actividade e factores
de risco profissional. 

2. A Equipa de ST/SO deve promover o enquadramento dos trabalhadores com
o curso de primeiros socorros, bem como incentivar a administração da
empresa no sentido de proporcionar formação em primeiros socorros básicos
aos seus trabalhadores.

3. A localização da mala/caixa/armário de primeiros socorros deve ser
conhecida pela maioria dos trabalhadores e estar devidamente sinalizada e
em local acessível.

4. O conteúdo da mala/caixa/armário de primeiros socorros é da
responsabilidade dos profissionais da Equipa de ST/SO, devendo estar
devidamente listado e ser revisto periodicamente, com especial atenção para
as datas de validade de alguns componentes.

5. Preferencialmente deverão existir junto da mala/caixa/armário de primeiros
socorros procedimentos escritos relativos à actuação a prestar nas situações
de acidente mais comuns.

6. Salvaguardando o anteriormente mencionado, o conteúdo mínimo de uma
mala/caixa/armário de primeiros socorros deverá consistir em:

• Compressas de diferentes dimensões;
• Pensos rápidos;
• Rolo adesivo;
• Ligadura não elástica;
• Solução anti-séptica (unidose);
• Álcool etílico 70% (unidose);
• Soro fisiológico; (unidose);
• Tesoura de pontas rombas;
• Pinça;
• Luvas descartáveis em latex. 

Alerta-se ainda que, para além do conteúdo anteriormente referido, seria desejável que os locais de trabalho dispusessem de uma manta térmica e de um saco térmico para gelo.


Coordenador do Programa de Saúde Ocupacional
Carlos Silva Santos (Prof. Doutor)